À ESPERA DA ABSOLVIÇÃO: Em novo julgamento, mecânico acusado de estupro tenta provar inocência.

Para os defende a Teoria "Bandido bom é bandido morto". O que seria desse rapaz se pena de morte existisse no Brasil?


O mecânico Edmilson Gonçalves dos Santos, 47 anos, vive a expectativa de acabar com um pesadelo amanhã (9/11), quando será julgado mais uma vez pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). Ele é acusado de ter abusado sexualmente, em 2009, da sua enteada: Lanara de Jesus Nunes, e foi condenado a 10 anos de prisão em regime fechado.

O intrigante é que a suposta vítima, à época com 11 anos, depois de toda a situação, começou a demonstrar sinais de arrependimento. Em um novo depoimento à Justiça, ela negou as acusações contra Edmilson e falou que tudo foi planejado pelo pai biológico, que queria acabar com o relacionamento que a sua mãe mantém com o mecânico.

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 A revelação, no entanto, não ajudou a tirar Edmilson da prisão, já que não foi incluída no processo. Porém, a defesa do condenado nunca desistiu de lutar pela comprovação de sua inocência. Em março deste ano, ele já havia sido levado a um novo julgamento, mas por 8 votos a 6, desembargadores do TJ-BA decidiram que o acusado permanecesse preso.

Edmilson Gonçalves foi denunciado pelo crime de estupro em 2009 e condenado em maio de 2014. Ele está cumprindo pena na Penitenciária Lemos Brito (PLB), no Complexo da Mata Escura, onde recebe, regularmente, a visita de sua companheira Dilma Santana de Jesus e, inclusive, de outra enteada menor de idade que a considera como pai.

Em seu novo posicionamento, Lanara afirmou, ainda, que perdeu a virgindade aos dez anos, com um menino de sua vizinhança. Disse também, que considera Edmilson como seu verdadeiro pai, por ter cuidado dela e ajudado em sua criação ao lado da mãe.


Familiares e amigos de Edmilson em seu segundo julgamento em marco deste ano. Foto: César Irará



MINISTÉRIO PÚBLICO:

O promotor do Ministério Público da Bahia, Carlos Augusto Serra de Faria,  entende que a decisão do TJ-BA é equivocada e, por isso, entrou com recurso, ressaltando a não observação do ‘in dubio pro reo’, que considera o princípio da presunção da inocência.

“Da mesma forma que a palavra da suposta vítima foi utilizada para condená-lo, poderia ser usada também para absolvê-lo. Isso que aconteceu foi uma injustiça”, disse o promotor, ressaltando que, no mínimo, existem dúvidas com relação à prática do crime e a única pessoa que poderia afirmar é quem, agora, defende o acusado, já que não há outras testemunhas.


Veja vídeo sobre a história de Edmilson exibido no programa QVP TV Aratu:





 




Sobre o autor
Adenilton Cerqueira é fundador e diretor editorial da Black Brasil, conhecido entre os amigos como Théo, baiano,  feirense de nascença e soteropolitano de coração, é radialista, e blogueiro nas horas vagas. continue lendo aqui  

 
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