Mulher da limpeza é presa e autuada por furto qualificado por comer um bombom na mesa de delegado



Uma zeladora de 32 anos foi autuada em flagrante depois de ser filmada por câmeras de segurança comendo um chocolate de um delegado da Polícia Federal em Roraima. O delegado Agostinho Cascardo entendeu que se tratava de um caso de furto qualificado. O bombom estava em uma caixa na mesa da sala dele. 

A mulher trabalha para uma empresa terceirizada que presta serviço à Polícia Federal (PF). O caso ocorreu na quinta-feira (30). A zeladora assumiu que comeu o chocolate quando o delegado estava ausente. "Estava limpando a sala dele e tinha uma caixinha cheia de bombons sobre a mesa. Peguei um e pensei comigo mesma: depois falo para ele, porque não vai 'fazer questão' de um bombom. Comi o chocolate na sala. Terminei a limpeza e saí. Não sei porque comi. Não tenho o costume de pegar 'coisas' dos outros, nunca mexi em nada. Não é porque uma pessoa é de uma família pobre que ela vai sair pegando as coisas dos outros", disse.

A zeladora saiu do prédio da PF para resolver problemas pessoais e quando voltou foi chamada por um escrivão para ser ouvida em depoimento. Ela foi questionada sobre o bombom. "Eu admiti ter comido. Me questionou onde estava a embalagem e o levei até a lixeira. Revirei o lixo e encontrei o papel do bombom. Me ofereci para pagar o chocolate, mas o delegado disse que não era essa a questão. Ele disse que assim como eu tinha pegado o bombom, poderia ter sido um documento. Jamais pegaria", garante.


Segundo ela, um servidor da PF ligou para a empresa em que ela trabalha exigindo que ela fosse demitida por justa causa.  Segundo a assessoria de comunicação da Polícia Federal, as imagens flagraram a zeladora 'furtando' o chocolate na sala do delegado Agostinho Cascardo.

A assessoria ainda afirma que foi feita uma 'notícia crime' e a demissão da mulher se deu por justa causa. "No âmbito penal, esse fato já foi arquivado no mesmo dia porque é um crime de 'valor irrisório'. Foi pontuado o ato em si. Não houve prisão ou perícia. Foi feita apenas 'notícia crime', sendo autuada em flagrante por furto. O procedimento se deu na PF porque o fato ocorreu em um prédio da União. Talvez ela seja absolvida na Justiça Federal pelo crime", diz  a assessoria.

O caso foi enviado ao Ministério Público Federal (MPF).
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